dez 07

Enfoques e Desfoques da Interação Mediada por Computador

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A seguir uma coletânea e sínteses das citações do artigo Enfoques e desfoques no estudo da interação mediada por computador de Alex Primo

blogueiro-sedentario

Introdução
- O que se pretende dizer/discutir com este texto?
- Deve-se limitar a uma única opinião?
O que é interação?
Interação: uma “ação entre” os participantes do encontro, com isso, o foco se volta para a relação estabelecida entre os interagentes, e não nas partes que compõe o sistema global.
- Interação, segundo os estudos em lingüística histórica de Starobinski (2002), não apresenta antecedentes da língua latina clássica. O autor relata que o substantivo interaction figurou pela primeira vez no Oxford English Dictionary em 1832 (apresentado na época como um neologismo), e o verbo to interact, no sentido de agir reciprocamente, em 1839.
- Interação, na França, surgiu apenas depois de outro neologismo: “interdependência” (que figurou em dicionário apenas em 1867).
AÇÃO RECÍPROCA/ INTERDEPENDÊNCIA

Enfoque transmissionista

Emissão de uma mensagem de um pólo (emissor/webdesigner) a outro (receptor/”usuário”).

Trabalhar-se (tanto em pesquisa, quanto em desenvolvimento) a “interatividade” como uma polarização entre webdesigner e “usuário” é manter-se preso à abordagem transmissionista de comunicação.

O enfoque trasmissionista trabalha a interação mediada por computador como a emissão de uma mensagem de um pólo (emissor/webdesign) a outro (receptor/usuário).

Questão da bidirecionalidade

A adoção do conceito de bidirecionalidade, como característica fundamental da “interatividade” , pouco ajuda, pois reduz o processo interativo ao burocrático vai-e-vem de mensagens.

Não interatividade

Não há interatividade, isto é, ação recíproca e interdependente, na unidirecionalidade de informação.

Interações instrutivas

O ser humano age conforme sua estrutura e não através de “interações instrutivas” (que resultaria em ser determinado pelo agente perturbador e não pela sua própria dinâmica estrutural).

(Máquinas como computadores de fato funcionam a partir de interações instrutivas. Elas reagem conforme determinações externas, gravadas em peças como discos rígidos e chips.

Com o intuito de fugir da linearidade de tal abordagem, alguns teóricos vão recorrer ao conceito de bidirecionalidade como característica fundamental da “interatividade”.

Problemas com a bidirecionalidade (no âmbito do hardware)

Existe uma confusão, sugere o autor, no tratamento da bidirecionalidade, decorrente da compreensão de “interatividade” em termos de hardware.

Enfoque informacional

Valoriza a possibilidade de escolha entre alternativas disponíveis (conceito de entropia por Shannon e Weaver)

Weaver (1978, p. 28)

“a palavra informação não se refere tanto ao que você efetivamente diz, mas ao que poderia dizer. Isto é: informação é uma medida de sua liberdade de escolha quando seleciona uma mensagem”.

Brenda Laurel (1991, citada por Loes de Vos, 2000) sobre “interatividade” :

Freqüência (em que momentos se pode reagir);

Amplitude (quantas escolhas estão disponíveis);

Significância (que impacto as escolhas têm).

Silva (2000, p. 137) binômio permutabilidade-potencialidade

A liberdade de navegação aleatória é garantida por uma disposição tecnológica que faz do computador um sistema interativo. Esta disposição tecnológica permite ao usuário atitudes permutatórias e potenciais. Ou seja: o sistema permite não só o armazenamento de grande quantidade de informações, mas também ampla liberdade para combiná-las (permutabilidade) e produzir narrativas possíveis (potencialidade).

Williams, (1990, p. 139) a extensão de escolhas, tanto em detalhe quanto em amplitude, é predeterminada.

Starobinski (2002, p. 206), “o utilizador do procedimento interativo é sempre cativo do sistema preparado pelo programador. O utilizador faz as escolhas que o programador colocou no sistema. Por mais numerosas que sejam as opções possíveis, elas estão sempre sob controle”.

Primo, este trabalho entenderá que a reação do sistema digital diante da escolha entre certas alterativas é sim uma forma de interação, mas de tipo limitado. Trata-se na verdade de um processo que gira em torno de potenciais.

Lévy (1996, p. 152), potencial é aquilo que já está completamente constituído, mas permanece no limbo. Isto é, será realizado se não houver interferência. Trata-se, pois, de uma reserva. Ou seja, o potencial é exatamente como o real, só lhe faltando a existência. A realização, por outro lado, seria uma seleção de possíveis pré-determinados, a ocorrência de um estado pré-definido.

Deleuze (1988, p. 340), “Cada vez que colocamos o problema em termos de possível e de real, somos forçados a conceber a existência como um surgimento bruto, ato puro, salto que se opera sempre atrás de nossas costas, submetido à lei do tudo ou nada”

Deleuze (1988, p.342), o potencial só inspira um pseudomovimento, um falso movimento do possível.

Enfoque tecnicista:

A interação mediada por computador, por depender de um aparato tecnológico, recebe normalmente um tratamento teórico que destaca as características técnicas da máquina como a "capacidade do canal".

Weaver (1978, p. 30): Assim descreve em termos de quantidade de informação que ele pode transmitir, ou melhor, em termos de sua capacidade de transmitir aquilo que é produzido a partir de uma fonte de informação dada.

Steuer (1993, p. 1): Para ele, “interatividade" é a extensão em que os usuários podem participar modificando a forma e o conteúdo do ambiente mediado em tempo real.

Fatores que contribuem para a interatividade:

Velocidade: A taxa com que um input pode ser assimilado pelo ambiente mediado;

Amplitude (range): Refere-se ao número de possibilidades de ação em cada momento;

Mapeamento: A habilidade do sistema em mapear seus controles em face das modificações no ambiente mediado de forma natural e previsível.

Jensen (1999): Também inscreve-se nessa tendência, com o objetivo de produzir uma tipologia que classifique a maior gama possível de meios de comunicação.

Tráfego de informação: Quem possui e oferece a informação e quem controla sua distribuição (distribuição tradicional ou em massa).

Sua classificação que estuda a “interatividade” a partir das "caraterísticas dos meios". parte da tipologia de Bordewijk & Kaam (que aproxima-se do pensamento do McLuhan sobre "O meio é a mensagem").

 

Informação produzida por um fornecedor central

Informação produzida pelo consumidor

Distribuição controlada por um fornecedor central

1) TRANSMISSÃO

4) REGISTRO

Distribuição controlada pelo consumidor

3) CONSULTA

2) CONVERSAÇÃO

Entendendo “interatividade” Jensen (1999, p. 18) propõe quatro subconceitos ou dimensões:

1) interatividade de transmissão, medida do potencial do meio em permitir que o “usuário” escolha qual fluxo de informações em mão única ele quer receber.

2) interatividade de consulta, medida do potencial do meio em permitir que o “usuário” solicite informações em um sistema de mão dupla com canal de retorno;

3) interatividade de conversação, medida do potencial do meio em permitir que o “usuário” produza e envie suas próprias informações num sistema de duas mãos;

4) interatividade de registro, uma medida do potencial do sistema em registrar informações do “usuário” e responder às necessidades e ações dele.

A partir disso a definição de "interatividade":

"A medida da habilidade potencial da mídia em permitir que o usuário manifeste uma influência no conteúdo e/ou forma da comunicação mediada".

O seguinte modelo, chamado de “cubo da interatividade” (uma representação tridimensional das dimensões de “interatividade”), traz exemplos dos meios classificados de acordo com a tipologia proposta.

É preciso atentar, porém, que o modelo do autor centra-se especificamente nas características do canal. Isto é, o cubo de Jensen parte do potencial técnico dos diferentes meios e não do estudo da relação entre os interagentes e da evolução desse relacionamento, é exatamente o oposto do que o estudo propõe, que a interação não deve ser vista como uma característica do meio, mas como um processo desenvolvido entre os interagentes.

Enfoque mercadológico

Al Ries/Laura Ries

Visão Sfez (1994)

Para Sfez (1994), a “interatividade” cria apenas uma ilusão de expressão.

A interatividade a serviço do pólo do designer/emissor…

Potencial comercial da propaganda interativa e comércio online

Quanto ao desenvolvimento e à exploração de novas tecnologias televisivas (como o video-on-demand, Rose (1999, p. 6) confirma que: “One of the major driving forces for interactive television is the comercial potencial of interactive advertising and online shopping”. Indignado com esse direcionamento, Bucci (2001, p. 2) reclama: “Essa tal de interatividade deveria se chamar interpassividade. Nada mais. Interpassividade consumista: anabolizante para o comércio, nuvem de fumaça para a democracia”.

Intercâmbio de informações

Mas se “interatividade” é um argumento de venda, como ela é tratada pelo marketing “Lei da Interatividade”. Trata-se da possibilidade de se inserir dados, de acordo com as instruções apresentadas no site, e obter as informações solicitadas.

O problema do diálogo

Os autores, contudo, não apontam em momento algum o diálogo como exemplo de “interatividade” (com se ele não fosse interativo!). Ora, ao se estudar as diferentes formas e intensidades de interação com e através do computador (e suas redes) é preciso contemplar práticas de conversação, onde cada rodada modifica os interlocutores, seus comportamentos, suas mensagens e também o próprio relacionamento entre eles.

Metáfora tecnicista

Por outro lado, é preciso tomar cuidado com as metáforas tecnicistas que, por exemplo, comparam um mecanismo de busca a um diálogo.

Enfoque antropomórfico

Bairon (1995, p. 16), “Por interativo podemos entender todo sistema de computação onde se manifesta um diálogo entre o usuário e a máquina”.

Marchand (1987, citada por Silva, 2000, p. 114). Eu dialogo com a mensagem quando eu a construo ou a consulto. Essas manipulações que visam a modificar a mensagem, portanto os elementos textuais ou sonoros que a compõem, se operam através de uma tela interativa. Interativa porque ela é lugar de diálogo, mas também porque ela é o meio desse diálogo. A tela transparente, simplesmente irradiada do interior, desapareceu. Ela se tornou “inteligente”

Rafaeli (1988, p. 117), Defender a conversação humana como um tipo ideal é atraente, mas problemático. Definindo interatividade como “conversacionalidade” é tanto subjetivo quanto simplista.

Searle (1997), Máquinas não possuem o que ele chama de intencionalidade intrínseca. Trata-se de um fenômeno de natureza biológica dos seres humanos e outros animais.

Abordagem sistêmico-relacional de interação

1- Perspectiva Sistêmico-Relacional

     a. Gregory BATESON
        Teoria do duplo vinculo
        Interelacionamentos, em vez da causalidade unilateral 

     b. B. Aubrey FISHER
         A comunicação é o relacionamento que os parceiros criam através da interação. 

     c. L. Edna ROGERS
         A relação da comunicação não está em UM ou o OUTRO e sim no ENTRE, está na CONEXÃO.

     d. Keneth J. GERGEN
         COGITO ERGO SUM
         COMMUNICAMUS ERGO SUM
         Pois assim se pode enfatizar na interação os RELACIONAMENTOS INTERDEPENDENTES.
     e. B. Aubrey FISHER
         Encadeamentos dos atos comunicativos:
         O SIGNIFICADO não funciona só com associações de (estímulo-resposta) nem é um domínio individual.

         Assim o outro na interação é necessário para “suplementar” a ação e lhe dar uma "função" no relacionamento.

     f.  Jean PIAGET
         Ao estudar a própria construção da inteligência em busca do FATO PRIMITIVO, ele concluiu..
         - Não é o indivíduo
         - Não é o conjunto de indivíduos

         E sim a sua RELAÇÃO modificando ininterruptamente as consciências individuais!
     g. Cleci MARASCHIN
     h. Margarete AXT

         Elas concluíram o CONHECIMENTO COMO RELAÇÃO
         O conhecimento deve ser pensado como AÇÃO e não como FACULDADE.

        Não é um reservatório estático sem transformação, movimento ou ressignificação. Não configura um objeto que se possua ou não. Não pode ser compreendido           como matéria, substância. É antes, ação, exercício, atividade, movimento, redes, relações, conexões.

 

Tipos de interação mediada por computador segundo uma abordagem sistêmico-relacional

- Interação mútua - a interação mútua é um constante vir a ser, que se atualiza através das ações de um interagente em relação à(s) do(s) outro(s).

- Como exemplo pode-se citar um debate na sala em um fórum de um ambiente de educação a distância.

- Interação reativa -  caracteriza-se pelas trocas mais automatizadas, processos de simples ação e reação.

- Como exemplo pode-se citar o GIMP (General Image Manipulation Program), um programa de código aberto voltado principalmente para criação e edição de imagens raster (bitmaps), e em menor escala também para desenho vetorial.

- Multi-interação - estebelece-se uma realção simultânea entre a interação mútua e a interação reativa.

 

Grupo Design - Turma VD2

Lógica de Navegação - Multimeios PUCSP

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Nov 22

Cibernarrativas ou a Arte de Contar Histórias no Ciberespaço

Postado por Natali Duarte em multimeios
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A seguir uma síntese do texto de Lucia Leão a respeito das cibernarrativas.

Cibernarrativas ou a Arte de Contar Histórias no Ciberespaço

- Percepção mediada por aparatos tecnológicos
- Tecnologias informacionais nos proporcionam novas formas de contar e ouvir histórias

Novos meios para narrativas

1- Visionários dos labirintos eletrônicos

Produção, coleta, armazenamento e distribuição.
Meios primários: teatro, jornal, televisão, histórias em quadrinhos, rádio, cinema…
Adaptação da narrativa ao meio.

Ciberespaço: composto por pessoas e grupos - dinâmico/ integração simultânea
- Hipertexto - Multilinearidade e vários percursos de leitura, indeterminação, leitor ativo, múltiplos finais, entre outros.
- Blogs
- Games
- Banco de dados
- Blocos de infomações
- Links

2- Novas experimentações de narrativas:

- Não sequencial
- Possibilidade de diversos caminhos de leitura
- Múltiplos pontos de vista
- Sentidos horizontais e/ou verticais

Obras: *O Jogo da Amarelinha - Julio Cortazar (Dupla sequência)
*Dicionário Kazar -
Milorav Pavic (História do povo Kazar, distribuída como enciclopédia)

Tipologia das Cibernarrativas

3- Bifurcações e além das bifurcações

Narrativa utilizada no cinema em filmes como Efeito Borboleta, O Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança, Amnésia.
No ciberespaço característico de videogames e hiperficções.

- Narrativas alinear e labirínticas
- Liberdade de sequência cronológica
- Inserção de links

Hipernarrativas e histórias rizomáticas:
- Possibilidade de integração com a internet
- Multiplicidade
- Geração de redes
- CD-ROM

*Anna Karenina goes to paradise - Olia Lialina
Dividida em atos, há resultados da história obtidos através de search engines.

Cine-escritura:
*Filmtext - Mark Amerika
- Narrativa articulada com o potencial de geração de rizomas do hipertexto com a utilização de imagens, criação de cenários e ambientes 3D.
- Imagens, cenários, ambientes 3D

“Utilização do link de forma cinemática” (Adrian Miles)

*Projeto ]and_scape[ - Narrativas em flash/ interatividade/ leitura particular de cada usuário

“É uma peça composta por textos, sons, leitura performática, imagens e animações, e gera sinestesias no ato da interação.” (Basbaum)

*Series 7 do the motion studies - Crowford
- Imagens coletadas em metrôs do mundo, organizadas em categorias
- Escolha de imagens/ Internauta é o editor de contos urbanos
- Não há forma nem fim definidos
- Entrecruzamento com sistemas computacionais dos bancos de dados - “Característica distintiva da linguagem das novas mídias” (Lucia Leão)

4- Coleções de narrativas e a estética dos bancos de dados

- Bancos de dados de histórias/ Acervo multimidiático

*Museu da Pessoa (Histórias reais, imagens e áudio. Intenção de registrar mudanças de cada época)

*Center for digital storytelling (Workshops e projetos telemáticos oferecidos aos usuários para contarem suas hisórias)

*The digital story bee - Abbe Don (Compartilhar histórias entre mulheres)

*Fray - Revista Online (Publicação de histórias reais de pessoas comuns)

*City stories project - Rede de sites de cidades
- Características e interfaces próprias
- Particularidade de culturas e vivências pessoais

*Living Legacies Historical Foundations
Projeto desenvolvido para estudantes do ensino Fundamental e Médio dos Estados Unidos.
- Estilular a comunicação com a família e comunidades, através de uma rede onde trocam informações, tarefas escolares e agendamento de compromissos.

5- Escritas colaborativas on-line

- “Escrita a várias mãos”
- Dinâmica de redes
- Criação coletiva
- Interatividade

*Exquisite corpse - Sharon Denning (Internautas dão continuidade ou novas possibilidades de narrativas a partir de uma história)

6- Convergência das mídias

- Blogs, fotologs, e-mails
- Ambientes MOOD e MUDS
- Comunidades virtuais
- Facilidade de divulgação pela WWW

*Projeto Mauchette - Site
- Combina elementos da narrativa dos blogs, dos diários e dos games.

*Blue Company - Reob Wittig (Episódios curtos de um conto enviados à e-mails de assinantes)

*Grandfather gets a house
Conjuga imagens, relatos e depoimentos distribuídos via lista de discussão

*The tulse luper suitcase - Peter Greenaway
Inspirado na história do cientista Tulse Luper
- Convergência de mídias para narrar sua história (filmes, séries, DVDs e CD-ROMs, livros)
- Criação de hipercontextos. “Comunidades comunicativas rizomáticas e dinâmicas” (Lunen Feld)

7- Narrativas em tecnologias nômades

- Mobilidade narrativa
- PALMs, GPS, laptop

*Egoscópio - Giselle Beiguelman
Internautas divulgam sites favoritos, expostos em painéis eletrônicos pela cidade.

*34 North, 118 West - “Arqueologia narrativa”
- Histórias e informações por dadas regiões
- Narrações, hipermídias e sistemas GPS
- Internauta caminha, com fones de ouvido carregando um laptop.

“A odisséia do texto no espaço reconecta o micro-espaço da memória do computador e o mega-espaço da Internet com o espaço do mundo mensurável em escala humana.” (Jhonson, 2003)

*Annotate Space Dumbo - Andrea Moed
- PDAs e GPS
- Compartilhar informações e pontos específicos da cidade
- Comentários e hábitos urbanos

*Projeto Interurban
- Caminhadas de hipernarrativas
- Mitologias urbanas
- Informações on-line
- Sons, mapas, GPS

*Degree confluence project - Alex Jarret
- Relatos pessoais e registros fotográficos
- Pontos de intersecção de coordenadas geográficas
- PD Pal e PDAs
- Psicogeografia. Mapeamento emocionais à fortalecer os sentidos de grupo e comunidade.

“A medida que o compartilhamento de experiências estimula a generosidade e que todo processo narrativo implica numa organização dos conteúdos internos e da memória, as cibernarrativas são exemplos criativos de práticas coletivas.” (Lucia Leão)

“As cibernarrativas se revelam catalisadoras de uma subjetividade múltipla e potencializadoras da experiência da webmatilha.” (Lucia Leão)

 
Grupo Hipermídia - Turma VD2

Lógica de Navegação - Multimeios PUCSP

Obs.: Encontre esse e mais textos de Lucia Leão em http://www.lucialeao.pro.br/writings_by.htm

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out 17

A Invenção de um Mundo no Itaú Cultural

Postado por Anderson Araujo em cultura, multimeios
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itaucultural Não perca, a partir de quinta-feira, mostra de fotografia e vídeo com obras da Maison Européenne de la Photograhie

O Itaú Cultural apresenta mostra de fotografia e video com obras do acervo da Maison Européenne de la Photographie.
As obras que compõem a mostra A Invenção de um Mundo, com curadoria de Eder Chiodetto e Jean-Luc Monterosso, questionam o conceito de realidade e ficção no registro fotográfico e abrem um painel de discussão do estágio atual da fotografia. São trabalhos assinados por  artistas que, à revelia do registro do que existe, escolheram a construção de cenas, de personagens para inaugurar outros mundos. A fotografia como documento cede lugar a narrativas subjetivas. Ela não mais é um registro do real. Ela cria realidades e, ao fazê-lo, resvala em teatro, cinema, pintura.

Os trabalhos apresentados são um recorte do acervo da Maison Européenne de La Photographie, Paris (MEP), que guarda importante coleção da fotografia contemporânea mundial. O Itaú Cultural, em homenagem ao Ano da França no Brasil e em parceria com a MEP, traz ao público brasileiro alguns dos principais nomes dessa fotografia, por vezes denominada pós-moderna, que transgride os códigos tradicionais da imagem, se apodera das novas tecnologias e reinventa tudo aquilo que são lembranças, sonhos e desejos.

Além da mostra, haverá um seminário que explora a invenção do mundo - com a participação de alguns fotógrafos que compõem a mostra - e um encontro com os curadores.

Seminário Internacional - As Invenções da Fotografia Contemporânea

Imagens que expandem o repertório de expressão das linguagens visuais ao se apoderar da encenação e do embate entre a realidade e a ficção. Reflexão central da exposição A Invenção de um Mundo, o tema também será o ponto de partida dos debates promovidos pelo Itaú Cultural em parceria com a Maison Européenne de La Photographie, Paris.

quarta 14 de outubro das 17h30 às 19h30
relato de experiência com Joan Fontcuberta (Espanha)
quinta 15 de outubro das 18h30 às 20h30
mesa com Ronaldo Entler (Brasil) e Serge Tisseron (França)
sexta 16 de outubro das 19h30 às 21h30
mesa com François Soulages (França) e Rubens Fernandes Júnior (Brasil)

Exposição:
quinta 15 de outubro a domingo 13 de dezembro

Seminário :
quarta 14 a sábado 17 de outubro

Encontro com os curadores:
sábado 17 de outubro às 15h

Visitas agendadas: 11 2168 1876 [segunda a sexta 10h às 18h]

entrada franca - senha distribuída com meia hora de antecedência. Para garantir a ordem da fila, será distribuída pré-senha com duas horas de antecedência

informações: 11 2168 1777

fonte: Itaú Cultural

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set 29

Cartier Bresson no SESC Pinheiros

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henri-cartier-bresson1 Comemorando o ano da França no Brasil, o SESC Pinheiros trás uma exposição de fotos organizada por Eder Chiodetto, a mostra é composta por 133 fotografias pertencentes ao acervo da Agência Magnum, fundada por Cartier-Bresson em 1947. Em 45 anos de carreira, Cartier-Bresson criou um estilo único e tornou-se pai do fotojornalismo contemporâneo, ao lado de Robert Capa. Espaço de Exposições, Térreo e Sala de Oficinas, 2º andar.

A exposição vai de 17/09 a 20/12. Terça a sexta, das 10h30 às 21h30.; sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30 e a entrada é gratuita.

O Sesc disponibilizou uma pequena galeria com algumas fotos marcantes de sua carreira: Link

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mai 22

Caroles

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mai 22

Roedora

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mai 22

Caio e Clara

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mai 22

Pátio da Cruz - PUC/SP

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