A animação será montada em cima da narração em V.O. do texto abaixo (escrito por Micael Bretas). A idéia é mostrar gráficos e imagens espirituosas e descontraídas, as vezes bem literais do que se está sendo dito.
TEXTO:
Olá! Sabemos que o tempo é um item raro nos dias de hoje, mas pedimos um pouco do seu, para falarmos sobre outros itens que também estão cada vez mais raros: as nossas florestas. Mais específicamente, gostaríamos de falar um pouco sobre a mata atlântica.
Para quem não sabe, a Mata Atlântica é uma formação vegetal brasileira. Seu nome se deve ao oceano atlântico, obviamente, já que ela acompanhava o litoral do país do Rio Grande do Sul até o Rio Grande do Norte. Ela passava por importantes áreas do Planalto Brasileiro, e chegava até a Floresta Amazônica. A mata atlântica foi a segunda maior e mais importante floresta tropical do Brasil e da América do Sul, e chegava também até a Argentina e ao Paraguai. Seu tamanho era de imponentes UM MILHÃO, DUZENTOS E NOVENTA MIL, SEICENTOS E NOVENTA E DOIS QUILÔMETROS QUADRADADOS. Mais de CINCO MILHÕES E QUINHENTOS MIL MARACANÃS. Haja torcida do flamengo.
Os portugueses encontraram esse belo cenário ao aportarem em Porto Seguro. E logo veio a famigerada fome de pau-brasil, que começou a devastação da vegetação atlântica. E no lugar das áreas desmatadas, não só carentes de pau-brasil agora, eram feitas plantações de cana e café. Além disso ainda tinha a enorme demanda por couro, o que ajudou a dizimar muitas espécies de animais nativos como jacarés, capivaras, lontras e onças.
Graças ao desmatamento, principalmente no último século, a mata atlântica contava, em mil novecentos e noventa, com apenas oito virgula oito por cento da sua área original. Hoje, apenas dezessete anos depois a área da mata atlântica está ainda mais reduzida e é uma das florestas tropicais mais ameaçadas do globo. São apenas noventa e cinco mil quilômetros quadrados. Quatrocentos mil dos mais de cinco milhões de maracanãs. Apenas sete virgula três por cento da área original. Apesar de reduzida a poucos trechos, na sua maioria distantes uns dos outros, a biodiversidade de seu ecossistema ainda é uma dos maiores do planeta.
O que fazer a respeito dessa situação? Infelizmente não é o caso daqueles comerciais de televisão, quando o apresentador fala “NÓS TEMOS A SOLUÇÃO.”
Nós não temos a solução.
Não existe meios de reaver os cinco milhões de maracanãs devastados. Mas podemos tentar preservar esses quatrocentos mil que sobraram.
O que VOCÊ pode fazer?
A primeira coisa é tomar consciência. Procure não se esquecer dos CINCO MILHOES DE MARCANÃS devastados. É um número redondo: CINCO MILHÕES. Lembrar disso, se assustar e se indignar já é um grande passo.
Se você não for um executivo explorador da floresta que esteja disposto a parar, existem alguns caminhos para quem quer ser mais ativo nessa causa.
Nos últimos anos, desde que saiu a pesquisa do IBGE que mostrou o quanto de área já foi desmatado (CINCO MILHÕES DE MARACANÃS, LEMBRA?), uma série de ong’s que lutam pela preservação da mata atlântica vêm surgindo. Uma delas, a SOS MATA ATLANTICA tem projetos como o clickarvore. Você pode entrar no site www.clickarvore.com.br, fazer um cadastro, e a sua muda será plantada. Por esse projeto, mais de onze milhões de árvores já foram doadas.
Vale a pena conhecer o site da própria ong e acompanhar outros projetos: www.sosmatatlantica.org.br. Além disso existe também um portal de informações sobre essa rede de ong’s pela preservação da mata atlântica, o www.rma.org.br.
Esperamos que tenhamos conseguido sensibilizar você. Roubamos um pouco do seu tempo na tentativa de mostrar o quanto temos roubado de um dos mais importantes ecossistemas do mundo.
A Mata Atlântica precisa de você. Faça a sua parte!
FONTES:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mata_Atl%C3%A2ntica
www.sosmatatlantica.org.br
www.rma.org.br